O Brasil não conhece o Brasil

O Aldir Blanca cantava que o Brasil não conhece o Brasil, o que valia naquele tempo ainda vale hoje. É muito mais comum encontrar no meio da floresta ou em uma serra no cerrado um grupo de alemães curiosos, japoneses com seus bonés, óculos e luvas que brasileiros se deliciando com a diversidade e riqueza existente nos seus mais de 8 milhões de KM².O serrado é um destes lugares, deixado um pouco de lado, com sua beleza menos óbvia e delicada, seus rios e árvores tortas que foram se contorcendo entre as pedras e resistindo aos incêndios. Viajando de São Paulo para o oeste do Brasil, deixamos para traz as grandes cidades, a mata atlântica, um povo apressado e um jeito pragmático de ser e vamos encontrando estradas menores, um horizonte amplo e um povo desconfiado mas acolhedor. Um dos lugares em que o asfalto some e que anuncia o começo do serrado é a Serra da Canastra, em Minas Gerais. Um monumento natural, preservado pela geografia dos avanços do progresso. Um lugar que até a muito pouco tempo usava o carro de boi para ir e vir em estradas calçadas com grandes blocos de pedra. 

A Serra da Canastra é um lugar de grandes paisagens, suas serras, que lembram um baú, se pronunciam longamente no horizonte, sua vegetação mescla os campos de altitudes, com resquicios de mata atlântica e cerrado. Grandes vales criado pela ação continua dos ventos e dos rios criam um cenário cheio de cachoeiras e paredes de pedra. As serras serviam para o gado que se alimentava de seu capim nativo e alimentava também a esperança de alguns com o sonho da riqueza dos diamantes dali.  A dificuldade de acesso fez com que seu povo buscasse a auto suficiência. Só o sal vinha de fora.  Do gado o leite e a carne, do leite o queijo e a manteiga, do soro do queijo o alimento do porco. Da mandioca a farinha e o polvilho. Dos campos o arroz, o feijão, o milho e tudo mais que compunha a mesa. Tudo se aproveitava. Esta forma de ser se manteve.

 

As caracteristicas do solo e do clima da região fizeram com que o queijo da serra da canastra ganhasse conotações únicas de sabor e textura, sendo hoje simbolo de uma região e de uma luta pela defesa da produção artesanal de alimentos. Um conjunto de ações foram feitas no sentido de garantir a todo brasileiro seu direito de acesso ao queijo artesanal. O IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Brasileiro) reconheceu o processo de produção do queijo mineiro como  parte do patrimônio histórico imaterial brasileiro. No esteio desta ação a legislação fitosanitária começou a ser revista e hoje já é possível a circulação livre do queijo pelo país.

Em meio as estradas empoeiradas encontram-se diversas famílias de produtores discretos mas muito orgulhosos do seu trabalho. Produtores que batizam com seu nome o queijo. Cada um com um gosto e uma textura distinta do outro, Onésio, Zé Mário, Capim Canastra. A cada visita uma história, um pouco de café, pão de queijo e tempo, muito tempo para o outro. Nestas conversas se descobrem receitas, segredos que ameaçam desaparecer com o passar das gerações. A Serra da Canastra vem se preparando discretamente para o turismo. Mas estas mesmas dificuldades fazem de uma visita a serra uma experiência ainda mais ampla, de desapego e de busca de uma forma harmoniosa de ser.  

 

infos para essa e outras viagens gastronômicas: goute.com.br goute@goute.com.br


Postado por Dani Hispagnol ÀS 18h15

 


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Mais sobre o Peru: Sabores do mar, dos andes e da selva
 
Sabores do mar, dos andes e da selva pela rota clássica Belmond, onde a gastronomia é um resgate  cultura de uma civilização Pré-Hispânica

 

O Peru é um país de diversas altitudes, do mar abundante em peixes, passando pelos Andes com seus grãos e tubérculos e terminando na floresta com sua pletora de cores e sabores. É um país de encontro de tradições dos povos indígenas, europeus e chineses que por lá se estabeleceram. Produtos e culturas são instrumentos de cozinheiros felizes e chefs incansáveis em experimentar, que atraem e surpreendem paladares de todo o mundo.

 


 

Na cidade de Lima estão os grandes nomes da gastronomia atual como Pedro Schiaffino que, além do seu restaurante Malabar, sétimo lugar na lista dos melhores do mundo, recentemente inaugurou o AMAZ, onde se dedica exclusivamente aos produtos da selva amazônica. Seu conhecimento e técnicas alegram e intrigam os sentidos. Algas, cactos, terra, argila, batatas liofizadas ganham graça e sabor em suas criações. A hospedagem mais clássica é no bairro de Miraflores, onde ficam as melhores lojas e restaurantes, no hotel Belmond Park, impecável, com suítes que podem ter piscina e sauna particular. Além de o hotel ser um marco, tem vista para o mar e oferece em seu recém-aberto restaurante, o Tragaluz, provavelmente o melhor prato de vieiras do país, que leva balsâmico e, executado com maestria, deixa na boca a lembrança de uma textura perfeita. Um lugar obrigatório para foodies!

Já Cusco respira misticismo. A capital do Império Inca teve um povo guerreiro e conquistador que criou o maior império das Américas. Viviam em estado de união com a natureza, devotando a ela significativa parte de seu tempo e de sua obra. Ali, domesticaram alimentos que se espalharam pelo mundo como o milho, o algodão, a batata e a quinua. Com a invasão dos espanhóis, as edificações incas foram em grande parte destruídas e as pedras, reutilizadas nas construções de pátios, igrejas e monastérios. Localizado onde originalmente, no ano de 1595, foi o palácio do inca Amaru Qhala, e mais tarde o seminário de San Antonio Abad, o Hotel Monastério foi inaugurado em 1650. Uma viagem ao passado, o lugar tem um restaurante com pratos emblemáticos do país e sobremesas preparadas aos olhos dos clientes. Em algumas noites, uma ópera ao vivo brinda os comensais.Vizinho ao Monastério está o Palazio Nazarenas, construído há dois anosa partir de uma edificação original com uma proposta mais exclusiva. Seu restaurante tem um cardápio elaborado por Virgílio Martinez, dono do restaurante Central em Lima.

Seguindo a viagem para o Valle Sagrado, de beleza cênica e povoado pelas preservadas vilas de Pisac, Moray e Ollantaitambo, entendemos o passado glorioso daquele império. O hotel Rio Sagrado fica em meio ao vale, com jardins delicados e flores que abundam ao som do rio que passa em sua propriedade é um convite ao para o descanso e contemplação, assim como foi para os Incas. O trajeto de trem dura pouco menos de duas horas, mas é uma das estrelas do turismo do país. O trem Hiram Bingham leva o nome do explorador norte-americano que redescobriu o assentamento inca de Machu Picchu em 1911. A decoração dos vagões pullman remete aos filmes de Indiana Jones com o charme e o clima aventureiro de tempos passados. Neles, encontramos passageitos cheios de sonhos e expectativas. E para embalar a viagem, nada como uma passada no festivo vagão-bar para provar pisco sours elaborados à perfeição. A cozinha faz com que essa viagem seja ainda mais memorável. Um serviço refinado acompanha pratos e vinhos que fazem uma justa homenagem ao Peru, seu povo e sua história. 

A chegada à pequena e simples Aguas Calientes se dá em uma estação de trem rodeada por pequenas lojas de artesanato. Vencidos os corredores, lojas e vendedores, deparamo-nos com as grandes montanhas escavadas pelo rio Urubanba, as florestas de nuvens contrastam com a aridez dos Andes. Ali, em meio a árvores densas e pássaros coloridos, escondeu-se durante séculos uma cidade que povoou nosso imaginário. O Hotel Santuary Lodge, que é o único ao lado desse templo perdido cercado de mistério, oferece vista para Machu Picchu. 

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Categoria: Hotelaria
Postado por Dani Hispagnol ÀS 15h39

 


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OS MELHORES CAFÉS DO BRASIL

 

Esse mês minha coluna na revista Top Destinos foi sobre o café brasileiro, em especial sobre a FAF, Fazenda Ambiental Fortaleza, conheça a história e os endereços favoritos de quem realmente entende do assunto.

 

Hoje sabemos que o café Brasileiro, é sim, de fato um café tão interessante e surpreendente quanto os outros mais reconhecidos do mundo.  Essa teoria vem se confirmando através de reconhecimentos internacionais importantes como o Premio da SCAA (Specialty Coffee Association of America) de sustentabilidade e a presença do café em lugares de renome como Alinea, Noma, Maemo, Tim Wendelboe, Blue Bottle,  Seven Seeds, entre muitas outras cafeterias e restaurantes de altíssimo nível espalhados pelo globo. Essa revolução aconteceu pelas mãos da famlía Croce.


 

 

Desde 2001, a família coloca práticas agrícolas tradicionais, em um modelo de agricultura alternativo, que leva em consideração a qualidade dos produtos, a integração do ser-humano com a natureza de uma forma respeitosa e harmonica. Embora Felipe tenha crescido na fazenda, foi na Universidade que cursou, Washington University em Sant Louis, que descobriu o sabor do café. O grão era fornecido por uma torrefação local cujo o dono era um dos seus professores. Ao comentar com seu professor, sobre a fazenda de sua família, obteve uma resposta que dispertou sua  inquietude, e tratou de descobrir o que os cafés de outros países tinham de especial, que o café da Fazenda Mococa não tinha. No caminho se apaixonou por esse mundo sensorial de aromas e sabores  surpreendentes e complexos, e o café deixou de ser para ele mais uma bebida funcional para se transformar em uma obsessão, estudo e depois profissão. Impressionado com a metodologia e o critério de classificar e entender cada sutileza e particularidade que vem a partir do grão, encontrou motivação e sentido para uma busca em encontrar um grão tão especial e supreendente quanto aqueles que estavam fazendo sucesso lá fora.



 

Em 2009, Felipe montou um laboratório na fazenda para acompanhar e analisar os trabalhos na lavoura, estudar variedades, manejo de solo e formas de secagem pós-colheita, além de outros aspectos que influenciam o sabor do café. Atualmente a FAF (Fazenda Ambiental Fortaleza) já conta com mais de 50 produtores familiares, uma empresa de exportação e dois laboratórios de estudo, um na própria Fazenda e outro em São Paulo, o FAF Studio, onde além de cumprir a função de escritório da exportadora, realiza cursos profissionalizantes de barista, torra e degustação de cafés especiais. Em suas viagens pelo mundo de café sempre esta atento em como a bebida é consumida em diferentes culturas e se interessa pelos mínimos detalhes que fazem de cada café, um lugar de experiências únicas. 



 

Para Felipe a cafeteria de sucesso é a combinação de qualidade, ambiente e serviço. São poucos lugares que conseguem acertar nos três . Aqui vai sua seleção de endereços que são exemplos de excelência nesses quesitos:

 

Blue Bottle - EUA

Estética super clean, bastante influenciado pelo estilo japonês tanto em cafés modernos e minimalistas quanto em serviço profissional e eficiente. Se destacam aí os métodos cold brew que primeiro fizeram grande sucesso nas ruas de Kyoto e o café feito no Sifão, método bastante curioso de se ver, que ajudou bastante na promoção da marca no início.


Coutume - Paris

Em uma cultura de cafés tradicionalista, surge um lugar que se destaca por possuir estilo próprio. A torrefação fica dentro do próprio café e os clientes podem interagir com os baristas e torradores.



 

Five Elephant - Berlin

Conhecido por ser uma casa de cafés e bolos em Berlim, além de servir exelentes microlotes e cafés em vários métodos, eles souberam harmonizar muito bem a bebida com os produtos doces.

 

Supreme - Nova Zelandia

Um lugar que faz juz ao nome. Elegante e estiloso sem exageros. A loja conceito, chamada Customs, propõe o que eles apelidam de “Slow Coffee”, onde os baristas interagem com os clientes brindando informação e abrindo portas para o mundo dos cafés especiais.

 

danihispagnol@goute.com.br   www.goute.com.br

 


Postado por Dani Hispagnol ÀS 15h46

 


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Degustando em Lima

Estivemos no Peru por cinquenta dias explorando a cultura e a gastronomia em muitas regiões. Encontramos uma diversidade de ingredientes do mar,  da selva e da montanha e a influência de vários povos como incas, europeus e orientais , o que leva a gastronomia peruana estar entre as mais comentadas do mundo..

Serão vários posts, mas vamos aos poucos, começando por Lima onde  estão os grandes chefes listados como os melhores do mundo. O uso dos ingredientes com as técnicas surpreendem realmente, vale a pena fazer um menu degustação em um os restaurantes eleitos para entender do que se trata e sobretudo se divertir , ampliar os horizontes, sem julgamento, sem preconceito, desfrutando e conhecendo. Os sabores são  novos para o paladar dos brasileiros,  o que torna a vivência interessante. Escolhemos o Central e o Malabar entre os mais premiados… aqui um pouquinho do que experimentamos..

No restaurante Malabar  ingredientes da selva, do mar e da montanha..

habas, argila, batatas lliofizadas...

cactus..

lula, quinua, alpaca..

... e  mais..

goute.com.br  goute@goute.com.br


Postado por Dani Hispagnol ÀS 12h14

 


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A Patagônia em sua manifestação máxima, gastronômica e cênica.

 

Fomos para a Patagônia explorar, escrever  e montar algumas rotas que estarão disponíveis na Gouté  a partir de Setembro. Aqui dividimos um pouquinho  do que  selecionamos  para as viagens

 

Calafate 

O Hotel Eolo, é o endereço ideal para o início desta aventura. Elegancia, distinção e paz. Sua localização em um vale esculpido no passado por um glaciar,  possibilita, a um só do tempo, contemplar o lago Argentino, os Andes e, bem ao longe, quando o tempo se faz generoso, os cumes das torres del paine no Chile. 

 



Um serviço atencioso, preocupado com cada detalhe é coroado por uma gastronomia harmoniosa e atenta do chefe Juan Pablo Bonaveri. Seus pratos trazem a felicidade e acolhimento necessários após um dia de visita a lugares tão exuberantes. Uma carta de vinho mostra o melhor da argentina, de Mendoza a Neuquen.  

 

 

Sobremesa em Calafate com Calafates ..

 

 

O hotel ainda possui um blend de ervas exclusivo para chá feitos por Inés Berton...

 

 

que tal escolher a melhor paisagem para um piquenique..? 


 

 

Puerto Natales - Hotel The Singular 

Cruzando a fronteira com o Chile  fica a região do parque de Torres del Paine, onde fizemos o circuito "O" , uma experiência e tanto. Paisagens deslumbrantes, caminhadas intensas e muita  conexão com  a natureza. Um dos lugares mais bonitos e remotos que conheci... realmente incrível.  150 kilomentros de aventura. Mais em LSP Expeditions.

Na cidade optamos por nos hospedar em  Puerto Natales, uma cidade  que foi quase esquecida e que agora se redescobre como um destino de grande potencial gastronômico. A cidade nasceu em torno da comida, mais especificamente, na produção de carne de ovelha e sua lã para a Europa no começo do século passado. Hoje chefes chilenos estimulam produtores locais a cultivarem diversos produtos para que possam trabalhar com exuberância as centollas, as vieiras com sabor doce que se desenvolvem nos glaciares, as caças como o guanaco, as lebres e peixes de profundidade como a merluza negra. Puerto Boris, a 5km de Puerto Natales, é o epicentro desta revolução gastronômica, ali, no Hotel The Singular Patagônia o chefe, que gosta de ser chamado de cozinheiro, Hernan Basso, com apoio total dos proprietários vem abrindo o caminho para uma gastronomia de excelência e autêntica.

Cozinha a vácuo e a seleção e conservação dos ingredites perfeitos é o lema do chefe.. .

 

O Hotel, instalado em um antigo frigorífico inglês do início do século XX, é parte do patrimônio histórico do Chile..

 

 

 Com uma arquitetura que harmoniza os antigos galpões industriais a margem de um fiorde e contemplando as montanhas com cumes gelados o hotel torna a experiência da Patagônia chilena muito mais especial..

 

 

O resutado da cozinha de Hernán..,

Seu restaurante com uma equipe muito bem afinada cria pratos de pescados e caça com produtos locais que por si só já justificariam uma viagem ao fim do mundo.

 

carne de guanaco..para quem gosta de caça..

 

 

salmão defumado, inesquecível suavidade..

 

 

bacalhau que desmancha na boca..

 

 

E o espetáculo do cordeiro patagônico feito na parrilha por um outro Hernan, um parrilheiro que a 40 anos se dedica unicamente a fazer este prato e é hoje ele uma instituição chilena..

 

 

Na cidadezinha, com suas casas dos antigos operários do frigorífico uma boa experiência é o restaurante La Aldea. O chefe animado Pato,que poderia ser um personagem das histórias de Asterix, promove os produtores locais e cultiva em sua pequena horta os produtos que são ali utilizados. Em suas poucas mesas passeiam batatas negras, merluzas, cordeiros, lebres e um purê de milho com manjericão que trazem  alegria e confortam. Passeamos pelas produções locais e criamos momentos de integração com a gastronomia local, que vão poder ser vivênciados in loco por quem quiser explorar. Caça, pesca, diversão e sabores. 

 

 

goute@goute.com.br   www.goute.com.br 

 


Postado por Dani Hispagnol ÀS 17h56

 


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Em Nova Iorque

Por 13 anos os Estados Unidos tentou um experimento social, a proibição da produção, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas. A proibição que começou nos anos de 1920 e terminou em 05.12.33, deixou como legado uma era de gangsters e a criação de grandes drinques. A necessidade é a mãe da criatividade, a qualidade das bebidas fornecida por Al Capone e seus concorrentes era tão ruim que obrigava a adição de outros elementos para que ela ficasse palatavel. Old Fashioned,  Manhattan e outros tantos, encontram aí sua genesis. Nova Iorque foi uma das tantas cidades em que se travou uma batalha entre os que queriam consumir bebidas alcoólicas e aquelses que achavam que a proibição levaria a uma sociedade melhor. Suas ruas possuem grandes marcos deste período e seus bares são manifestações de uma época na qual era muito mais difícil encontrar um bom withe russian para tomar.

 

Monkey Bar Misto de bar e restaurante, o Monkey Bar no Hotel Elysée no East Side é um espaço que possui sua própria história e mitologia, por lá já passaram ícones americanos como Tennessee Wiliamns e Gershiwing.Funcionado desde os anos 1920, mudou de mãos em 2009 quando Graydon Carter, editor da Vanity Far adquiriu o bar. A identidade foi mantida e o chef Damon Wise assumiu a cozinha. Uma vez lá não deixem de reparar nos murais de Ed Sorel, retratando grandes nomes do jazz e cenas da era de ouro de NY. Por ali, muitos coquetéis tiveram de ser criados para ajudar a consumir os licores fornecidos de forma muito discreta. monkeybar.com

The Raines Law Room A "Raines Law" é uma lei de Nova York do ano de 1896, que limitava o consumo de bebidas alcoólicas e impunha taxas sobre as bebidas. O lugar discreto e acolhedor pode ter filas na porta. Destaque para o bar montado de forma elegante, talvez uma das mais bonitas cozinhas de preparação de NY. Drinques como o Negrone e o Manhatan são uma boa pedida para celebrar uma era de proibição que deixou tão bons legados. raneslawrooom.com



 

The Dove Parlor  Provavelmente um dos melhores bares de Nova York com estilo dos anos 1920. Um salão vitóriano, abaixo do nível da rua, garante seu ar de mistério e discrição. O teto baixo,as paredes de veludo dão glamour ao bar que se propõe a celebrar uma elegante decadência. Seus coquetéis transitam entre os clássicos Negronis, Manhattan e novas infusões de espíritos. O bar possui uma sala secreta, reservada para poucos amigos do dono, sua entrada esta escondida em uma estante de livros. Um bom lugar para tomar um coquetel de champanhe longe de olhares mais curiosos. thedoveparlour.com



 

Hotel Lowell Construído no alge da proibição, desenhado por Henry Stern Churchill, o The Lowell Hotel foi construído entre 1925 e 1926, a pedido de Leo Wise. A sua fachada é um Art Deco/ Moderno em tijolos e terracotta vitrificada, com uma série de terraços dispostos de forma assimétrica entre os andares, seu prédio é parte da paisagem do Upper East Side Historic District, marca representativa de um grande período da história de Nova Iorque.  São 74 quartos, dos quais 47 suites, com mobiliários originais e históricos. Os quartos possuem varandas e lareiras e o serviço de concierge, fluente no português, pode ajudar a transformar a a hospedagem no hotel em uma experiência muitos mais ampla e rica, piquenique no central Park, visita a horta na cobertura do hotel, são algumas das atividades que podem ser organizadas. lowellhotel.com

 

infos: goute@goute.com.br   www.goute.com.br


Postado por Dani Hispagnol ÀS 19h54

 


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No coração da aldeia de Paraty

Um colecionador abre as portas de sua casa temporariamente para quem quer viver momentos de vida, momentos de sonho, em um lar com serviço de hotelaria e com culinária caiçara.


Uma incrível descoberta de hospedagem, uma casa privada, onde um colecionador abre suas portas temporariamente, para quem quer viver momentos de sonho de um lar ,com serviço de hotelaria .Um conceito cujos valores conjugam a simplicidade, a excelência e a curiosidade. Descobrir a cultura caiçara e as  paisagens únicas de Paraty entre cachoeiras e praias desertas, com mimos e deliciosos preparos gastronômicos. Como os sonhos não duram para sempre, este hotel abrirá suas portas apenas por 90 dias... de abril a junho de 2014 .Uma deliciosa atmosfera, respeitando o ritmo natural , com o  objetivo  de  proporcionar o prazer e oferecer momentos de vida autênticos de contato com a cultura local. A alquimia entre o luxo e a natureza à medida dos desejos de cada um.


Costeada por montanhas cobertas do denso verde da Mata Atlântica, a cidade é rodeada de parques e reservas ecológicas, fazendo da região uma das mais preservadas do Brasil. Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. As praias de Trindade são integrantes do Parque Nacional da Serra da Bocaina. O roteiro mais tradicional entre os amantes da caminhada é a Travessia da Juatinga, que costeia toda a Península da Juatinga, em trilhas de servidão que datam do tempo dos escravos e passam por diversas comunidades caiçaras .Os esportes praticados são : a canoagem oceânica, a vela, o surf e o mergulho autônomo.


A culinária paratiense é tipicamente caiçara, uma mistura de iguarias indígenas, portuguesas e algumas de origem africana. Além do tradicional Festival do Camarão da Ilha do Araújo, outros eventos celebram as  comidas e doces típicos, na região rural e litorânea. Paraty vem ,cada vez mais ,se firmando como um pólo gastronômico, em razão de seus inúmeros restaurantes e da diversidade de sua culinária, e também da realização, todos os anos, da Folia Gastronômica, com a presença de chefs famosos do Brasil.


Outros eventos culturais têm a cidade como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor como Vinícius de Moraes, Guimarães Rosa, Clarice Lispector,Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, Manuel Bandeira.Há também o Festival da Pinga, a  Festa do Divino Espírito Santo, a Festa de Nossa Senhora dos Remédios, a Festa de Santa Rita, Paraty em Foco e a Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua.


infos:goute@goute.com.br


Postado por Dani Hispagnol ÀS 15h01

 


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Expedição Brasil Gastronômico

Em 2012, a equipe do Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes colocou o pé na estrada e percorreu mais de 18 mil quilômetros em uma expedição que visitou 51 cidades, de seis estados, para pesquisar a cadeia produtiva da gastronomia – região, produto, produtor, centro de distribuição e consumidor final. Todo esse trabalho foi registrado e agora é apresentado ao público por meio do livro “Expedição Brasil Gastronômico”, idealizado por Rodrigo Ferraz que contou com a colaboração da historiadora Dolores Freixa e da jornalista gastronômica, Guta Chaves. O livro será aprensentado no festoval de  Tiradentes no final de agosto!

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Postado por Dani Hispagnol ÀS 12h43

 


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Borgonha, entre pedaladas e degustações

Borgonha, no centro-oeste da França: uma das regiões vinícolas de maior prestígio do mundo repleta de campos dourados de trigo e girassóis.

Pedalar em estradas tranquilas entre os vinhedos da Borgonha é uma experiência inesquecível e possibilita vivenciar o dia a dia, mais próximo ao campo. No caminho, as conversas com as pessoas que trabalham nos vinhedos tornam ainda tudo mais especial. Além dos vinhos, a região é famosa por sua culinária e encanta com as paisagens e o charme dos vilarejos de Beune e Nuits-Saint-Georges, que abrigam lojinhas gourmets e restaurantes deliciosos. Uma passeio pitoresco que muitos de nós temos no nosso imaginário. As saídas são regulares, em grupos pequenos, de até quinze pessoas.

Beaune,  Pommard,  Volnay,  Meursault  e  Savigny-lés-Beaune.


O  passeio pode começar por trilhas forradas de folhas  pelas regiões de Côte de Beaune e Meursault  e terminar com uma  degustação na Cave de  Pommard. Paramos em Beaune,  a capital do vinho da Borgonha, um vilarejo medieval repleto de mercados com legumes naturais, lojas gourmets e  vinhos da região. Passear pelas ruazinhas dessa encantadora vila nos faz viajar pelo tempo. O Hotel Le Cep é um marco na cidade , foi uma residência particular e mantém , até hoje, sua arquitetura original com escadarias de pedras medievais. lecep.com 

De Savigny-lés-Beaune a Côte-de-Nuit 

Café  da   manhã   ao   ar   livre,   ao   lado   da   encosta   de   uma   colina   de   flores   silvestres. Pedaladas  por  tranqüilas  estradas que  atravessam  os campos  dourados   e um passeio pelos  vinhedos  conhecidos  por  terem  sido  os  favoritos  de  Carlos Magno… De Savigny-lés-Beune a Cotê-de-Nuit  passamos por vilarejos que se salvaram, por pouco, da segunda Guerra Mundial e degustamos  os  Grand Crus  da  região. Aqui fica o famoso  vilarejo  de Nuits-Saint-Georges, caminho para o mais famoso vinhedo do mundo,  o  Romanée -Conti. Vale a pena uma  parada  para as  fotos no famoso Clos de Vougeot  com seus  50  hectares  de   vinhedoos, A hospegagem, bem perto dali, é no Château  André  Ziltener, que foi  construído , em 1709  pelo  primeiro  presidente  do parlamento  da   Borgonha,  sobre   as   fundações   de   uma   antiga   abadia   cisterciana. chateau-ziltener.com

 




Chamboeuf,  Gevrey-Chambertin,  Morey-St.-Denis e Chambolle  

A   Rota   dos   Grands   Crus, é famosa   por   abrigar   as   terras   e propriedades   vinícolas   mais   caras   do   mundo.  Por   colinas   suaves,   descemos   para   Gevrey-Chambertin  e degustamos   os    vinhos   tintos   da   cidade, os   favoritos   de   Napoleão.  No almoço ,o produtor Christine   Drouhin nos faz sentir em casa. Estar na Borgonha nos mostra quanta dedicação é necessária para a elaboração de um bom vinho.  Entendemos como a geografia, o conhecimento  da natureza e o cuidado fazem a diferença no resultado  final. Continuamos para Morey-St.-Denis  e  Chambolle Musigny e ,na  Abadia de Cîteaux  ,do  séc. IX , experimentamos  o   famoso   queijo  Cîteaux, produzido pelos monges da Abadia. 



Hautes  Côtes  de  Nuits  e Haute-Cotês de Beune

Em  Savigny-lés­Beaune fazemos uma   degustação  dos  vinhos frisantes  da região,  chamados  "crémant". Para acompanhar a degustação, Greg  e sua mãe Martine, produtores locais, preparam  suas   afamadas   e   saborosas  Gougères  feitas de massa   folheada   recheada   com   queijo  da  Borgonha. Em St.   Romain vemos a fabricação   manual   de   barris   de   carvalho ,  na   mais   famosa   cooperativa   do   mundo, a François   Frères , e em Chassagne-­Montrachet , fazemos um piquenique  gourmet.  A hospedagem é no histórico Hotel  Château  Bernard Loiseau, que tem uma das histórias mais conhecidas do guia Michelin. bernard-loiseau.com/fr

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Postado por Dani Hispagnol ÀS 18h26

 


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Do grão à xícara, da fazenda ao Lab.

Um pouco de chef, um pouco de enólogo. Misture isso a todas as particularidades do café e você chega quase perto do que é ser um barista.

 

“O barista tem que conhecer todos os elementos que influenciam a qualidade da xícara”, explica Isabela Raposeiras. Isso envolve desde o trabalho na lavoura, passando pelo beneficiamento do grão, o conhecimento do terroir, das variedades, avaliação sensorial, torra, além é claro do preparo. Já a função de Mestre de Torra, que ela dominou na Dinamarca, Noruega e Estados Unidos, inclui selecionar matéria-prima adequada e achar um “perfil de torra” adequado ao grão. “Trata-se de um processo rigoroso, uma ciência, ainda inédita no Brasil”, conta. Isabela faz parte da elite de profissionais que tem a oportunidade de participar de todos os estágios da produção do café. Procura os melhores produtores do Brasil garimpando grãos de excelente qualidade. A especialista se diz  apaixonada pelos grãos do Quênia, mas está certa que ainda há muitas joias a serem descobertas em nosso país.Graças a sua dedicação, estudo e talento, Isabela conseguiu investir nos cafés de alta qualidade de maneira privilegiada.

Coffee Lab

Isabela foi precursora do barismo quando o assunto começava a despontar no Brasil. No Coffee Lab são servidos seus blends e single origins vindos de micro lotes criteriosamente selecionados entre os melhores produtores do Brasil para oferecer ao cliente uma experiência única. Com equipamentos de torra de alta tecnologia, Isabela consegue tirar do grão o melhor café. Exigente, respeita tempo e temperatura, sem pular etapas ou adiantar nada. O resultado de tanto esmero pode ser provado nas diferentes nuances e sabores do café na xícara. Para acompanhar bebidas tão especiais, ela escolheu um menu de quitutes com toque nacional, como biscoitos de polvilho e tostex de brioche com queijo Minas Padrão. O café também aparece em versões inusitadas como o sagu de café com creme de baunilha orgânica e o aconchegante brigadeiro de café. 


Experiência sensorial do café

No Coffee Lab, os clientes são recebidos com o inebriante aroma de café da máquina de torra – grande estrela da casa. Difícil não se entregar. Esse é o primeiro passo para uma experiência que, segundo Isabela, pode não ter volta. Muito mais que uma cafeteria, o espaço se dedica intensamente em apresentar a verdadeira experiência sensorial do café. Do grão à xícara, todo o processo de torra, moagem e preparo realizado em equipamentos de ponta pode ser acompanhado de perto.


A Fazenda Ambiental Fortaleza (FAF)

Entre algumas das fazendas brasileiras que Isabela acompanha e seleciona os grãos esta a Fazenda Ambiental Fortaleza (FAF) que foi criada em 1850 e atualmente é administrada pela terceira geração de seus fundadores, a família Barretto. Localizada no município de Mococa na divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais, a FAF conta com uma área de 1.000 hectares, com altitudes que variam entre 800 e 1.100 metros, sendo uma das melhores regiões do mundo para o cultivo do café do tipo Arábica.A FAF tem como produto principal o café natural, que é uma variação do café orgânico, cultivado seguindo os princípios da sustentabilidade ecológica, social e econômica.O objetivo desta administração é fazer da FAF uma fazenda modelo. Mostrar como uma propriedade rural pode ser produtiva e lucrativa, ao mesmo tempo em que promove um ambiente de vida mais feliz, por meio da utilização correta dos recursos naturais. Que tal passar um final de semana nessa fazenda tendo cursos com ela e aprendendo sobre os grãos os processos e  os sabores do café? 

infos para participar da viagem para as fazendas de café ou giftbox Café : goute@goute.com.br 


Postado por Dani Hispagnol ÀS 19h24

 


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Na Cordilheira dos Himalaias, Kumaon, um destino de paisagens espetaculares e comunidades rurais

 

Kumaon é um camarote para as paisagens mais magníficas de todo os Himalaias, escancarado para picos nevados e vilarejos rurais perdidos nos vales aos pés das montanhas. Curiosamente, o lugar escapou da rota de mochileiros, público muito frequente em outros destinos dos Himalaias. Aqui, o viajante dorme em charmosas casinhas de pedra, com portas e janelas coloridas, de madeira entalhada em ricos detalhes. Um chef prepara aos hóspedes pratos com sabores regionais.Os roteiros ficam à cargo de guias locais, profundos conhecedores dessas montanhas. Cada viagem  passa por cenários particulares, e permite ao viajante descobrir templos, monastérios, mercados e a cultura das comunidades rurais, que revelam no seu modo de vida uma verdadeira riqueza espiritual.





Durante as caminhadas entre as vilas de Kumaon, fazemos piqueniques entre as paisagens de lindas florestas de carvalho, vsitamos campos de arroizais e complexos dos templos Jageshwar e os dedicados a Shiva.O passeio hospeda em  três vilarejos com casas típicas da região adaptadas para receber com serviço para clientes exigentes. Para os visitantes que apreciam montanhismo, trekking e camping  e desejam desbravar locais ainda mais remotos e belos é possível pernoitar em tendas de lona customizadas com camas confortáveis e adaptações necessárias para todo conforto sob um céu estrelado inesquecível. Esses passeios, contudo, exigem preparo físico para caminhadas de nível médio, em altitudes que variam de 1800 m a 4500 m.  O que torna esse passeio memórável  é que em vilarejos escondidos pelos Himalaias, a arquiterura das vilas é mantida original, assim como os costumes. Nos hospedamos no mesmo complexo de casas dos moradores. Todo cuidado é tomado para que essa aventura seja confortável. Somos recebidos sempre com chás,  a comida é deliciosa, as casas internamente decoradas com tecidos aconchegantes e aquecidas por lareiras.Um guia sempre esta atento para atender a todas suas necessidades. Chegar nos vilarejos exige bastante estrada ou caminhadas, estradas sinuosas e paisagens para ficarem na memória.




No distrito de Bageshwar, entre as vilas do Kumaon, o roteiro pode terminar no Shakti Leti 360°, indicado pela revista Conde Nast Traveller como o mais remoto resort de luxo do mundo por 3 anos consecutivos.  A 2230 metros nos Himalaias, com 4 casas privativas de pedra e vidro, com janelões que vão do chão ao teto e parecem trazer as montanhas para dentro do quarto. O chef Leshi Lama, nascido nos Himalaias e enviado para Délhi para aperfeiçoar-se na culinária, prepara as refeições com ingredientes fresquíssimos. O leite, o chá, o mel, as frutas e os vegetais provém de pequenos produtores que vivem num raio não maior que 5 km da propriedade. Fazemos aulas de culinária com o chefe que tem em sua cozinha livros de receita e uma imagem de Dalai Lama. 




As camas são aquecidas com as mantas de pashmina artesanal produzidas pelas mulheres artesãs do Projeto Panchachuli.

O Panchachuli é um programa de reinserção de cerca de 800 mulheres na economia de 32 comunidades dos Himalaias, que até então eram

destinadas a se dedicar às atividades domésticas. A iniciativa devolveu a elas independência e contribuiu significamente com o desenvolvimento da região. 

A visita faz parte do passeio do hotel,  o termo Shakti, por coincidência, significa "energia feminina na natureza. Conhecer de perto esse trabalho artesanal, no qual a lã da cabra, depois de lavada, fiada e tingida, é tricotada manualmente, virando lindas mantas, xales e cachecóis é muito  interessante. Assim como todas as outras vivências desse inesquecível passeio pelos Himalaias.


infos:goute@goute.com.br     www.goute.com.br 


Postado por Dani Hispagnol ÀS 17h32

 


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Os vinhos de Bordeaux : Conheça os estilos de cada uma das regiões e suas peculiaridades.

 

Para conhecer uma das regiões mais importantes do universo do vinho, nada melhor que conversar com uma especialista. Quem nos dá as informações é Alexandra Corvo,  que  ensina, escreve e nos seduz com seu conhecimento  e sua maneira clara, direta, e apaixonada de nos fazer embarcar no mundo  vinho. Formada em Enologia e Viticultura no Centro Federal de Pesquisas Agronomicas de Changins, na Suiça e em Hotelaria na Espanha, a profissional está no ramo há mais de 15 anos. Desde 2005 tem uma escola de vinhos em São Paulo, a Ciclo das Vinhas, além de ter uma coluna no jornal Folha de São Paulo e na rádio BandnewsFM. 

Alexandra leva anualmente um grupo de pessoas para conhecer in loco, o que ensina em sala de aula. A próxima saída será dia 27 abril de 2013.  Bordeaux é a primeira parada da rota, seguido da Bourgogne e Champagne. Solicite o roteiro completo: goute@goute.com.br




“A palavra Bordeaux nos traz à mente os grandes tintos, feitos à base de cabernet sauvignon, encorpadões, longevos, raros. Mas, este estilo de vinho é, na verdade, do Médoc, a região ao norte da cidade de Bordeaux. É lá onde foi realizada a classificação de 1855 que deu origem aos “grand crus classes”, agrupados de primeiro a quinto nível. Ao cruzamos o rio Garonne, a leste, chegamos a um dos pedaços mais charmosos da região:  seja a cidade de Saint-Émilion, patrimônio mundial da UNESCO”.  A seguir algumas particularidade de cada uma das regiões”



 

Médoc , a região norte da cidade de Bordeaux 

“Cada comuna, com sua denominação de origem controlada (AOC), produz um estilo de vinho, segundo seus solos, microclima e mão do mestre de cave, ou enólogo. Saint-Éstephe, tem um clima ligeiramente mais fresco e seus tintos são elegantes. Pauillac é o reino do estilão clássico do médoc. Produzidos sobre solos compostos só de pedras, os vinhos são austeros à exaustão na juventude. Começam a se abrir a partir dos dez anos de idade, quando mostram perfumes clássicos de caixa de charuto, frutas negras, tostados e notas minerais.O estilo de St.-Julien , mais ao sul, transita entre o de Pauillac e o de Margaux, esta conhecida pelos vinhos mais generosos e frutados. A oeste dessa zona estão Listrac e Moulis, de climas mais frescos. Ótimas  opções de bons vinhos em safras exageradamente quentes. Há duas denominações regionais, Médoc e Haut-Médoc, que estão em volta das comunas. Geralmente, vinhos para serem tomados mais jovens”

Saint- Émilion  e Pomerol ,  o  aspecto floral 


“Um ambiente pequeno e uma paisagem de fundo rural com um centro acolhedor. Lojas de vinhos e restaurantes pequenos e locais, dos mais rústicos até os estrelados. Os vinhos também têm este aspecto artesanal “ feito a mão”. É a terra de rebeldes, berço do movimento “ garagiste”, cujo maior símbolo é Jean Luc Thunevin, produtor do ChâteauValandraud. Ele é o criador dos “vins de garage”: vinhos de produções tão minúsculas que podiam ser fermentados na garagem de casa. O resultado é um vinho concentrado, expressivo, explosivo e sedutor. Nem todos os vinhos de Sant-Émilion são assim, mas em comum , têm uma coisa: o aspecto floral, que lembra violetas e a fruta exuberante, negra e gulosa. A uva merlot, mais importante da região, é plantada em solos calcários, com variações dependendo do vinhedo. Ao lado, a pequena Pomerol também entrega uma fruta sensual e exuberante.”


 


infos: goute@goute.com.br  www.goute.com.br 

 


Postado por Dani Hispagnol ÀS 13h44

 


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Conexão Brasil-Japão

Anotem: Estamos formatando uma viagem para o Japão com Shin Koike e Jo Takahashi. Cadestrem-se no site da Gouté para receberem as informações :www.goute.com.br

 

Conexão Brasil – Japão

Jo Takahashi é produtor cultural e arquiteto. Depois de uma vivência de pesquisa acadêmica no Japão, trabalhou por quase 30 anos na Japan Foundation, onde foi diretor de arte e cultura. Dedica-se agora ao desenvolvimento de conteúdos que priorizaram o cruzamento das culturas do Brasil e do Japão. Gosta de conceituar essa atividade como um “design de cultura”. É o criador do portal Jojoscope, a maior rede de conexão em arte e cultura Brasil – Japão e autor do livro A Cor do Sabor, que norteia a cozinha autoral de Shin Koike, um samurai que maneja facas com a experiência de um artesão e a sensibilidade de um escultor.


O livro – A Cor do Sabor 

Sobre a obra diz o autor : “Este não é um livro sobre culinária japonesa, embora ela seja base e referência para o trabalho de Shin. É um livro sobre conceitos que norteiam a cozinha autoral deste samurai que transita entre o fino artesanato e o autoral inusitado. Apoiado pelas imagens deslumbrantes do  fotógrafo Tatewaki Nio, eu tento mostrar que a gastronomia praticada pelo Shin não é de efeitos, mas de afetos e marcada pela forte presença de ingredientes tipicamente brasileiros, os quais são assim adotados da mesma forma como ele mesmo aqui foi adotado. Há também bate-papos inusitados, verdadeiras frestas de onde se pode entrever um pouco da personalidade do chef, além de uma autêntica eatrip, uma expedição gastronômica pela Ilha Grande, no litoral de São Paulo.


A Eatrip

A Eatrip, uma junção de duas palavras, “eat”(comer) e “trip” de viagem, foi um desafio que lançamos ao chef Shin Koike e a todos que participaram desta expedição. Apesar de ser uma viagem gastronômica, a proposta era uma experiência de vivência, onde o chef, ajudado pelos habitantes da Ilha Grande, pudessem oferecer aos convidados, uma sequência de degustações onde se privilegiassem os sabores simples, quase básicos, com insumos encontrados na própria Ilha, com o mínimo de intervenções externas. Assim, os peixes selecionados foram os colhidos lá mesmo, assim como os moluscos e frutos do mar. A eles se associaram brotos de bambu, verduras frescas e frutas. A experiência foi fascinante porque os participantes se desintoxicaram dos sabores complexos para revalorizar o paladar e seu potencial sensitivo.


Os Ensinamentos da arte Japonesa 

O maior legado de Shin Koike para os brasileiros é mostrar que a culinária é uma arte muito específica, que alia, de um lado a formação enquanto artesão da cozinha, de outro o senso estético, criativo e propositvo, e mais ainda, a sintonia com as estações do ano. Isso envolve a preparação e conscientização do corpo para que os utensílios, facas e talheres operem em perfeita comunhão com o corpo, como se fossem uma extensão dele e a consciência do tempo. 

Com Shin Koike, aprendi que a culinária é uma arte completa. Ela é extremamente visual, e mais do que isso, ela é tridimensional, compondo os espaços do prato. Ela inspira pelos aromas, pelo paladar, pela afetividade. E no caso da cozinha de Shin Koike, ela é muito musical também, porque os pratos recebem uma trilha sonora que realça seus sabores.


 

Sakagura A1 

O novo restaurante japonês Sakagura A1, no Itaim, revela uma nova faceta do chef. Conhecido por suas criações sofisticadas, Shin propõe uma “culinária democrática”: comida japonesa caseira, uso de ingredientes sem preconceito para agradar ao paladar ocidental e preço acessível. Simplicidade é a ordem. “Vamos criar um cardápio sem frescura”, afirma o chef. Mas ele, claro, não abre mão da delicadeza no preparo, do equilíbrio nos sabores e da qualidade dos ingredientes. O chef batizou os petiscos de JAPAS (tapas japoneses).O artista plástico e diretor de arte Akira Goto, em parceria com o arquiteto Samy Dayan, criaram uma decoração retrô, que remete ao início do século 20. Cartazes antigos espalhados convivem em harmonia com os elementos em madeira rústica para criar a atmosfera da época .A1 é o início de tudo. A primeira letra do alfabeto e o primeiro número. A-um também é o som do mantra que os monges budistas tibetanos costumam entoar como uma prática meditativa. É o som da energia do Universo. Shin tem uma ligação afetiva com A1. Foi o nome do seu primeiro restaurante próprio que funcionou no subsolo do Top Center, na avenida Paulista, até 2007.  Depois, ele abriu o Aizomê que o projetou no cenário gastronômico. Foi eleito o melhor restaurante japonês pela revista Veja São Paulo 2009-2010. Shin pretende conciliar as atividades no Aizome, que tem um proposta mais autoral, com o Sakagura A1, onde vai exercitar sua cozinha democrática”. 

infos:goute@goute.com.br


Categoria: Palavra dos Experts
Postado por Dani Hispagnol ÀS 19h59

 


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Cidade do México

Anotem! Em novembro de 2013 faremos uma viagem para o México acompanhada por Andrea para  Cidade do México, Puebla e Oaxaca!  A Rota do Mole, na época da Festa dos Mortos, cadastrem-se no site da Gouté para receber as informações! www.goute.com.br

Cidade do México, por Andrea Schostak

A gastronomia vibra, desde um mais simples taco numa taqueria de bairro, até um prato elaborado em um restaurante de cozinha contemporânea mexicana.

 

 

Cultura Mexicana 

Um povo com muito orgulho de suas origens e respeito às suas tradições. Extremamente cordiais, autênticos e muito festeiros, a energia está  por toda parte. A autora do blog la-piel-desnuda.blogspot.com , Andrea Schostak, apaixonou-se pelo México, tornando se uma expert na culinária e frequentadora assídua do país. Encantou-se com a comida maravilhosa, e por seus lugares lindos e o povo amável .Ela nos fornece suas melhores descobertas e impressões dessa culinária que ,em termos de variedade de sabores e texturas, é uma das mais ricas do mundo. A história diz que ,quando os conquistadores espanhóis chegaram à antiga Cidade do México, Tenochtitlán, descobriram que o povo asteca tinha uma dieta específica à base de milho como a tortilla Mexicana em que usavam algumas ervas e geralmente o feijão. A cultura continua até hoje e a maior parte da culinária atual tem base nativa americana, com misturas indígenas e um toque espanhol. A seguir algumas dicas de seus endereços prediletos.

 


 

Cerâmicas de Talavera de La Reyna

A loja de cerâmica Talavera de la Reina, fica em Puebla, uma cidade linda, perto da cidade do México. Vale a pena alugar um carro  e passar uns dois dias. Além das lindas louças artesanais o passeio ,por si só ,é delicioso. talaveradelareyna.com.mx

 

Izote de Patrícia Quintana 

A chef faz uma comida contemporânea mexicana muito boa, surpreendentemente leve e a apresentação dos pratos é linda .

Entre os pratos  favoritos estão os que levam mole e o cordeiro, cozido em folha de bananeira.  izote.com.mx

 

A Taqueria El Califa

Uma das melhores taquerias da Cidade do México. O lugar é moderninho e caro, mas os tacos valem a pena. Os favoritos são os tacos al pastor, feitos com carne de porco, abacaxi e muita pimenta. Os tacos de gaonera (carne bem fininha) e os simples tacos de bistek  também são ótimos. Todo o cardápio é muito especial. elcalifa.com.mx

 

O Restaurante Café Azul Y Oro

O restaurante é especializado em cozinha Oaxaqueña (influência indígena) com toques contemporâneos ,do Chef Ricardo Muñoz Zurita. Ele é historiador e escreveu o Diccionario Enciclopedico De Gastronomia Mexicana, além de vários livros resgatando a cozinha tradicional. A casa oferece uma deliciosa sopa de tortilhas, e os maravilhosos  ravioles crujientes rellenos de pato bañados en salsa de mole negro. Despejar o mole quente(molho tradicional à base de chile, chocolate e muitas variações de ervas e especiarias) sobre os ravioles é uma experiência inesquecível. Fica no segundo andar do Centro CulturalNova Faculdade de Engenharia, Cidade Universitária UNAM .cafeazulyoro.com

 

infos:goute@goute.com.br


Postado por Dani Hispagnol ÀS 19h00

 


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Monastérios Trapistas Belgas

 

Conheça os monastérios trapistas belgas, produtores das melhores cervejas do mundo, com Eduardo Passarelli.


“Desde quando comecei a estudar cervejas lia sobre as produções dos monastérios trapistas belgas e me encantava. Não me contentei em apenas conhecer suas raras cervejas, mas quis bebê-las “in loco”. Conheci prédios históricos, belas paisagens e cervejas exclusivas para quem visita os monastérios. A mais bela de todas é a Orval. Um monastério imponente ao lado das ruínas de onde antes foi o monastério. Tem toda a magia da fonte Mathilda, onde uma lenda conta que a viúva Mathilda Tuscany, após um dia de caça, enquanto bebida água deixou sua aliança cair. Ela ajoelhou e rezou pedindo o anel de volta. De repente uma truta saltou da água com sua aliança na boca e a devolveu. Mathilda exclamou que aquele era realmente um Val d'Or, vale de ouro em francês, daí o nome para a abadia. Em gratidão Mathilda ajudou com recursos na construção do mosteiro. A fonte existe até hoje e a truta com o anel na boca é o símbolo da cervejaria. A proposta desse roteiro é conhecer cada um desses locais, entender  sua cultura, história e degustar as cervejas somente encontradas nos próprios locais de produção” – Eduardo Passarelli.

Destinos: Bélgica -  Antuérpia, Bruges, Poperinge, Poteaupre, Maillen & Bruxelas: infos: goute@goute.com.br 

 




Postado por Dani Hispagnol ÀS 12h55

 


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DANIELA
Dani Hispagnol, foi sócia do Restaurante Toro, premiado representante da nova cozinha espanhola no Brasil. Prestou a seus clientes o serviço informal de preparar roteiros gastronômicos mundo afora. Formada em Gastronomia e Hotelaria na Suíça e nos Estados Unidos, também passou pelo quadro da The Leading Hotels of the World.

GOUTÉ

A Gouté começou informalmente nos anos de Toro de Dani Hispagnol onde volta e meia os clientes e amigos pediam dicas de viagem e restaurantes que eram escritas ali mesmo no guardanapo.

A Gouté que além de blog no Basilico, coluna na Top Destinos e estilo de vida, é uma consultoria em viagens gastronômicas que envolvem diversas experiências ao redor do mundo. www.goute.com.br

Dani conhece em loco muitas de suas indicações e ao longo de suas trajetória estreitarou relacionamento com hoteleiros, órgãos de turismo, sommeliers, produtores de vinhos, chefs e restauranteurs, o que a possibilita prestar um grande leque de serviços diferenciados e oferecer informações valiosas para os viajantes.

   
 

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